quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

As sem-razões do amor

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Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade


Obs: Houve poucas inscrições para Poesia, por isso, estaremos colocando até amanhã (sexta-feira) poesias dos escritores conceituados brasileiros. 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Presídio


Moro no presídio
Lá eu não existo
É escuro e mundo
Com vários absurdos
Sou maltratado e ignorado
Mesmo assim não me calo
Estou dentro de um buraco profundo
Sem conhecer a luz do mundo
É crack e maconha
Que vendem sem vergonha
É tanto traficante
Que se drogam todo instante
Só Deus pode me salvar
Desta realidade
Que exprime a verdade
Que o presídio é um inferno
No mundo paralelo. 



Autora: Anny Patrícia
Amiga do Blog: Eppifania 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Minha rendição


Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnZJIqvDxnUo73whEtGwm4qgqiLLgD2j0tccMf0Rbsuuully1rFlP2ww7Ts7dHpa_ufx7L9lgfI0_K7Cy7ImFqYRArqgle_UV02V5qPv4M6uTorh845O_Q3eJvJVUP0jWJDfGOcVuagSB8/s320/pes.jpg


Pressupõem e menospreza a beleza de ser amada,
distraindo assim a percepção da realidade.
Consegue ser doce e cruel ao mesmo tempo,
ainda mais quando se dispõe ao relento
e retoma a insegurança dos sentimentos,
mesmo com a contravenção dos ideais.
Diz que não ama nunca, mas não esquece jamais,
mesmo assim recupera supostamente o meu olhar
e me faz querer enxergar a vida ao lado teu.
Não se preocupe em roubar minha atenção,
já que a minha intenção é sempre admira-la
e é por este visual exuberante que garante
toda a atenção daqueles que a vêem passar.
Eu te suplico, de joelhos se preciso for:
não humilhe ou desdenhe o meu amor,
pois e ele é único e tão somente teu!


"O horizonte é apenas uma linha imaginária, que recua quando você se aproxima."
 (Filme O Sorriso de Monalisa)



Autor:  Affonso Schmitt Paiz